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Francesco Farioli: “Seria bom termos o mesmo tratamento dos rivais, mas não tendo é uma motivação extra”

Sete e duas horas depois da vitória sobre o OGC Nice no Estádio do Dragão, o plantel principal volta a actuar em casa para receber, na 12.ª jornada da Liga, um Estoril que se apresenta “num bom momento de forma” num “jogo difícil” (domingo, 20h30, Sport TV1). Ainda com “dois ou três jogadores que tiveram alguns problemas” após o encontro europeu e em dúvida, o treinador quer que “amanhã seja um dia feliz para todos” e pede aos jogadores que “estejam em alerta” para as eventuais armadilhas.

“Contente com o facto de ter um presidente tão próximo” para tratar de “coisas bastante evidentes que continuam presentes”, o técnico preferiu realçar um grupo que “está a representar muito bem o Clube”, que “corre sempre mais do que o adversário por larga margem” e que “é muito equilibrado, o que permite encontrar novas soluções”.

O Estoril Praia“É seguramente mais um jogo difícil, eles estão num bom momento de forma. Podem defender em três, quatro ou cinco formas diferentes, o ataque é bastante fluído, com qualidade em posse. Nós tentamos prever todos os cenários, embora não haja muito tempo para trabalhar, mas a melhor parte é que temos um grupo que está dentro destas dinâmicas e portanto amanhã enfrentaremos o Estoril com a melhor mentalidade e espero que com a ferramentas certas para este jogo.”

As lesões e a possível 100.ª vitória da carreira“Depois do jogo com o Nice tivemos dois ou três jogadores com alguns problemas e perante o pouco tempo de descanso é difícil de recuperar, mas o staff médico está a trabalhar muito para os trazer de volta. Vamos avaliar essas situações esta tarde, para ver se eles estão disponíveis ou não. Sobre o meu marco pessoal, é sempre bom ganhar jogos, é importante e é a prioridade continuarmos em frente no caminho que queremos seguir. Esperemos que amanhã seja um dia feliz para todos.”

A equipa acima de tudo“É importante partilhar as oportunidades. Todos queremos que os nossos avançados marquem. No papel, o Samu era o marcador de penáltis, o Gabri respeitou isso e deu-lhe a bola para marcar. Claro que toda a gente quer marcar, mas a prioridade é sermos uma equipa e penso que nisso o Gabri é também um exemplo, não só pelo gesto do último jogo, mas pela forma como tem jogado, como tem contribuído ofensiva e defensivamente. Já tinha dito que temos um grande exemplo de outros jogadores, como Pepê, Rodrigo Mora, Borja Sainz ou William Gomes. Isso é fantástico, é por aí que temos de ir e é uma representação importante do que é o ADN do FC Porto. Penso que estão a representar muito bem o Clube até agora e espero que isso se mantenha no futuro.”

Gabri Veiga“Está a aproximar-se do nível que queremos. Penso que ainda há uma margem para melhorar, não que ele não esteja a render ao nível que quero, mas porque acredito que tem mais do que isto para dar. As minhas expectativas são elevadas para ele. É verdade que nas últimas três ou quatro semanas está um jogador diferente, com pernas fortes e capaz de ser mais decisivo. Não acredito que os jogadores possam ser divididos num parâmetro físico, depois noutro técnico e noutro tático. Esses fatores andam de mãos dadas. Estando um pouco melhor fisicamente, ele consegue ter mais frescura nos gestos técnicos, mentalmente está mais ligado ao jogo. Ele tem trabalhado muito para ficar cada vez melhor todos os dias. Deixem-me dizer-vos que por vezes ele é mais exigente que eu próprio e tenho que acalmá-lo um pouco no sentido de que quer sempre fazer algo mais e melhor. Esse é o segredo do grande momento que está a viver e, como disse antes, acredito que ainda tem espaço para melhorar, devido à idade, à experiência que vai aumentado e especialmente ao seu talento. O seu perfil é distinto.”

As armadilhas e a proximidade de André Villas-Boas“As armadilhas são coisas com as quais não se está a contar, senão não eram armadilhas. Isto é algo para o qual temos de manter o nosso sistema em alerta de forma a reagirmos e conseguirmos encontrar as respostas adequadas. Depois há outras coisas que são bastante evidentes, uma é o calendário, que é algo que estou a ficar aborrecido de comentar todos os dias, mas infelizmente é um tema que continua presente. Estou muito contente com o facto de ter um presidente tão próximo, que está tão por dentro da atividade diária do Clube. Penso que ele está a fazer o melhor pelo Clube, a esforçar-se e a tentar com que a competição seja mais justa para todos, que é algo pelo qual todos os que gostam de futebol devem procurar.”

Tomás Pérez“O Tomás está a sair-se bem, ele voltou da seleção ainda em melhor condição física por ter jogado muitos minutos e pela confiança que o torneio lhe deu. Está a trabalhar muito, estou muito contente pela forma como se está a esforçar e a ajudar a equipa. Tem estado um pouco na sombra, é mais difícil dar oportunidades aos defesas e aos médios defensivos, mas a oportunidade está à espreita e ele está a trabalhar para quando aparecer.”

O longo e apertado calendário“Quando és um jogador ou treinador de um grande Clube como o FC Porto, esta é a rotina habitual, por isso não há nada a queixar. Quando assinas o contrato, sabes que vais jogar 55 ou mais jogos por época, por isso é essa a forma de encarar o dia a dia, de moldar o ritmo competitivo da equipa desde a pré-época e de preparar os jogadores para estarem expostos a diferentes cenários. É o que estamos a fazer. Eles estão a responder muito bem, o esforço físico que estão a colocar em campo é incrível, corremos sempre mais do que o adversário por larga margem. O esforço e a condição física estão lá, claro que a longo prazo é preciso ter frescura. Estamos a tentar promover essa rotação dos jogadores, até porque temos um plantel que é muito equilibrado, e isso permite-me encontrar novas soluções. Respondemos também muito bem a lesões graves como a do Luuk de Jong e do Nehuén Pérez, isso deveu-se à capacidade de adaptação dos jogadores. Vimos como o Deniz Gül subiu de nível, saiu-se bem a avançado e agora a extremo, o Pablo Rosario consegue cumprir quatro ou cinco posições. Temos de ver sempre o grande plano, mas o foco está no jogo seguinte e no mercado vamos explorar o que pudermos para nos tornarmos mais fortes e equilibrar a equipa, especialmente atrás. Quanto ao calendário, seria bom termos o mesmo tratamento dos rivais, mas não tendo é uma motivação extra para lutar.”

Deniz Gül“Ele esteve bem, contribuiu em quatro ou cinco ações que resultaram em oportunidades de golo, uma delas foi a que levou ao penálti sofrido e cobrado pelo Samu. A performance foi boa, a atitude com e sem bola foi boa, estou contente, mas tem de continuar a trabalhar para se habituar a jogar na frente, no meio ou mais na ala, e já disse que há a hipótese de jogarmos com dois avançados. De acordo com as necessidades, vamos tentar escolher as melhores opções.”

Os Campeões do Mundo de sub-17“São bastante jovens, mas a idade não é uma limitação. Para eles é uma oportunidade e eu sempre dei oportunidades a jovens, até de 16 anos, de terem uma estreia profissional. Estou em contacto permanente com o Clube para proporcionar o melhor trajeto desde a formação até à equipa principal. No curto prazo podem ter a oportunidade de trabalhar connosco durante os próximos meses e no longo prazo alguns deles farão certamente parte da nossa pré-época, terão um tratamento particular com alguns elementos da equipa técnica a trabalharem com eles. Portanto neste momento estamos a alinhar as nossas ideias e tentar maximizar o potencial destes jogadores, tentando tentar o mais contributo para o clube desportivamente e depois financeiramente.”

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