Quem são os ‘Libertadores’ que batizam o maior torneio de futebol da América?

Neste sábado (29), acontece a final da 66ª edição da Copa Libertadores da América. O torneio, que é a competição de clubes mais importante do continente e uma das mais prestigiadas do mundo, terá sua grande final disputada por dois times brasileiros: Palmeiras e Flamengo. O jogão acontece no estádio Monumental de Lima, no Peru, às 18h (horário de Brasília). Um dos times será o primeiro brasileiro a ser tetracampeão da competição.
Criada oficialmente em 1960 para reunir os campeões nacionais da América do Sul em um torneio continental, a principal competição de clubes do continente carrega, desde 1965, um nome que vai além do futebol. A Copa Libertadores da América homenageia líderes políticos e militares que comandaram processos de independência sul-americana no século XIX, transformando a escolha em um gesto político, histórico e identitário da Conmebol.
Essa denominação é fruto de décadas de disputas regionais, construções institucionais e projetos de afirmação continental. Até hoje, o marketing do torneio explora o simbolismo que acompanha a palavra “Libertadores”, reforçando a ideia de “glória eterna” que se tornou sinônimo da competição.
O termo se refere a figuras centrais do processo emancipatório iniciado no final do século XVIII. Entre elas estão Simón Bolívar, responsável pela independência de Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia; José de San Martín, líder das campanhas na Argentina, Chile e Peru; José Gervasio Artigas, referência máxima da independência uruguaia; e Bernardo O’Higgins, figura-chave da libertação chilena.
Nos Andes, destaca-se ainda Antonio José de Sucre, comandante em batalhas decisivas como Ayacucho, que selou o fim do domínio espanhol na região. O Brasil também tem os seus “libertadores”, apesar do nosso caso ser um pouco peculiar. Isso porque a Independência do Brasil, em 1822, ocorreu sem uma longa guerra e sob a manutenção da monarquia. Ainda assim, a historiografia esportiva e institucional costuma incluir como “libertadores” o imperador Dom Pedro I, proclamador da independência, e José Bonifácio de Andrada e Silva, principal articulador político do processo.




